Prepare-se para mergulhar em uma história arrepiante, onde o mistério e
o sobrenatural se entrelaçam na vida de uma jovem inocente. O ano é 1986, e
o que começa como um simples presente dado por uma velha estranha se transforma
em uma experiência aterrorizante para Elisa. Uma boneca feia, um jogo perigoso
e uma noite que jamais será esquecida…
Se você gosta de histórias de arrepiar, temos uma versão em
PDF, no formato A4, pronta para impressão! Assim, você pode ler,
compartilhar e até mesmo contar essa história para seus amigos em uma
noite escura e silenciosa.
Baixe agora e descubra o que acontece quando os sussurros de Bruaquilda ecoam no
escuro...
O ano ainda era 1986. O fim de tarde de verão tingia o céu com tons
alaranjados, enquanto Elisa caminhava apressada para casa. Seu uniforme escolar estava
levemente suado, e sua mochila pesava em seus ombros. Como sempre, escolheu o caminho
mais curto: uma rua antiga, quase deserta, onde casas velhas e árvores imensas
projetavam sombras estranhas no chão coberto de folhas secas.
Naquela tarde, porém, algo estava diferente. Sentada em um banco sob uma das
árvores, uma velha a observava. Seu rosto era enrugado como papel amassado, os
olhos pequenos e brilhantes. Quando Elisa passou, a velha sorriu e fez um gesto chamando-a.
— Venha cá, minha menina... tenho um presente para você.
Elisa hesitou, mas a curiosidade a venceu. Aproximou-se devagar e observou o objeto
nas mãos da velha: uma boneca de pano. Era feia. Seu rosto era grosseiramente
bordado, os olhos eram dois botões escuros e disformes, e seu sorriso era um
fio vermelho, torto demais para ser amigável.
— O nome dela é Bruaquilda — sussurrou a velha, colocando a boneca
nas mãos da menina. — Mas há uma regra: não conte a
ninguém sobre ela. Nem mesmo aos seus pais.
Elisa assentiu, meio sem saber por que, e apertou a boneca contra o peito. Quando
olhou de novo, a velha não estava mais lá.
Naquela noite, depois do jantar, Elisa sentou-se no chão do quarto com a boneca.
— Qual é o seu nome mesmo? — perguntou, brincando.
— Bruaquilda — respondeu uma voz rouca e infantil.
Elisa estremeceu. Seu coração bateu forte.
— Você... você falou?
— Sim! Eu posso falar! Quer brincar comigo?
O medo foi substituído pela empolgação. Uma boneca que
falava! Nenhuma de suas amigas tinha algo assim.
— Quero! — disse Elisa, sorrindo.
— Então precisamos de dez velas brancas e uma vasilha com água
— disse Bruaquilda. — E você não pode contar a ninguém.
Com a empolgação infantil de quem desconhece o perigo, Elisa correu
pela casa em busca dos materiais. Pegou as velas guardadas no armário da
cozinha e encontrou uma tigela de vidro para a água. Quando os pais foram
dormir, ela fechou a porta do quarto e se ajoelhou no chão, montando o
círculo de velas ao redor da vasilha.
— Agora o jogo começa — disse Bruaquilda.
A boneca começou a murmurar palavras numa língua estranha, um som
áspero e sibilante que parecia sair de um lugar muito mais fundo do que
aquele pequeno corpo de pano. Subitamente, as velas se acenderam sozinhas,
lançando sombras estranhas pelo quarto.
Elisa estava hipnotizada, mas quando uma labareda brotou da vasilha, crescendo
até explodir numa bola de fogo e desaparecer no ar, ela soltou um grito de pavor.
Os pais correram até o quarto. Encontraram Elisa encolhida contra a parede,
os olhos arregalados. A boneca jazia do outro lado do quarto, inerte.
— Elisa! O que aconteceu? — perguntou a mãe, puxando a filha para
seus braços.
Tremendo, a menina contou tudo. A velha, a boneca, o jogo. Os pais trocaram olhares preocupados.
— Vamos nos livrar disso — disse o pai, pegando Bruaquilda com um nojo
visível. Apagou as velas e saiu do quarto. Elisa dormiu no quarto dos pais naquela noite.
O silêncio da madrugada foi interrompido apenas pelo som baixo e arrastado que vinha da
lixeira na cozinha. No escuro, algo se movia.
Bruaquilda rastejava para fora.
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Parte 2
Na manhã seguinte, Elisa acordou na cama dos pais e, por um momento,
pensou que tudo não passara de um pesadelo. Mas, ao descer para a cozinha,
viu os pais de pé ao lado da lixeira aberta.
— Elisa, você pegou aquela boneca de volta? — perguntou a
mãe, com a voz tensa.
A menina arregalou os olhos e balançou a cabeça rapidamente.
— Não! Eu juro!
O pai passou a mão na cabeça, inquieto.
— Eu... eu não lembro se joguei na lixeira ou se arremessei para
o quintal. Talvez tenha caído para fora…
Tentaram não pensar mais naquilo. Elisa foi para a escola, e seus pais
saíram para o trabalho. Mas, ao voltar para casa no fim da tarde, quando se
aproximou da rua onde conhecera a velha, hesitou. Seu coração
bateu mais forte.
Decidiu ir por outro caminho. Era mais longo, mas naquele dia, não
queria passar por ali.
A noite caiu. No quarto, Elisa tentava se concentrar nos deveres de casa,
mas seu pensamento voltava sempre para Bruaquilda. Onde ela estaria?
Quando finalmente foi se deitar, deixou a porta do quarto entreaberta. A luz
do poste da rua entrava pelas frestas da cortina, projetando sombras pelo
cômodo. O silêncio pesava no ar.
Então, percebeu algo se movendo.
Seu corpo congelou. Ela tentou dizer algo, mas sua garganta estava travada.
Os olhos, aterrorizados, seguiram o vulto sombrio se arrastando pelo
espaço entre o roupeiro e a parede. Depois, deslizando para debaixo da
escrivaninha.
A respiração de Elisa ficou curta. O medo se espalhava por todo
o seu corpo. E então, uma última percepção gelou
sua alma:
Algo se mexia debaixo de sua cama.
Foi quando ela ouviu um sussurro rouco e macabro:
— Você me traiu... Contou nosso segredo...
A menina quis gritar, mas não conseguiu. O ar parecia preso nos pulmões.
Lentamente, uma criatura emergiu do pé da cama. Tinha o mesmo tamanho e
formato de Bruaquilda, mas agora era coberta de pelos escuros e desgrenhados,
os olhos brilhando de ódio.
Ela a encarou por longos segundos, então virou-se e correu para o canto do
quarto, desaparecendo na sombra entre o roupeiro e a parede.
Elisa permaneceu rígida, incapaz de se mover. As horas passaram, e só
muito tempo depois, exausta pelo medo, conseguiu adormecer — apenas para
ser atormentada por pesadelos fragmentados.
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Parte 3
No dia seguinte, Elisa chegou à escola com olheiras profundas.
Tentando evitar preocupação de seus pais, decidiu
guardar para si os eventos da noite anterior. Mas sua melhor amiga,
Camila, percebeu seu estado imediatamente.
— Elisa, o que houve? Você está péssima!
A menina hesitou, então contou tudo. Desde o encontro com a velha
até a aparição da criatura em seu quarto.
Camila arregalou os olhos.
— A gente precisa voltar naquela rua — disse ela, determinada.
À tardinha, as duas chegaram à rua antiga. Elisa apontou o
banco onde conhecera a velha. Camila, por sua vez, observou uma casa
abandonada do outro lado da rua.
— Dizem que há trinta anos morava uma velha ali. Ela
costumava espiar as crianças pela janela...
Movidas pela curiosidade, decidiram entrar. A porta estava entreaberta,
enferrujada e frágil. Dentro, o chão estava coberto de folhas,
limo e raízes que invadiam o piso de madeira.
Foi quando pisaram em algo oco.
Abaixando-se, descobriram uma tábua solta. Ao removê-la,
uma escada de madeira apodrecida descia para o porão.
Com o coração disparado, desceram.
Na penumbra, dezenas de bonecas de pano idênticas a Bruaquilda as observavam.
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Parte 4
Elisa e Camila subiram as escadas da casa abandonada, sentindo os degraus
rangendo sob seus pés. Os corações martelavam no peito, e
o suor frio escorria por suas têmporas. Mas ao chegarem ao térreo,
congelaram no lugar.
Sentada em um sofá roto, cercado pelo mato crescido que invadia a
sala, estava a velha.
Ela sorria. Um sorriso doentio, amarelado, com dentes podres à mostra.
Seu rosto parecia mais enrugado do que antes, como se sua pele fosse feita de
pergaminho velho. Os olhos eram de um branco leitoso, cegos ou algo pior.
Mas mesmo sem pupilas visíveis, parecia que ela as enxergava
perfeitamente.
— O que foi, meninas? — murmurou, com a voz rouca e arranhada.
O som percorreu o ar como um vento gelado. Elisa sentiu um arrepio correr
pela espinha. Camila agarrou o braço da amiga, mas nenhuma das duas
conseguiu responder.
A velha inclinou a cabeça para o lado, ainda sorrindo. O tempo parecia
ter parado.
Então, como num rompante de coragem, Elisa puxou Camila e atravessou a
sala, mantendo os olhos fixos na saída. Seus pés pisavam com
cautela, como se qualquer movimento brusco pudesse acordar algo terrível
dentro daquela mulher. A porta estava perto, apenas alguns passos.
A velha não se moveu. Apenas seguiu as garotas com seus olhos mortos.
Quando enfim cruzaram a soleira e saíram para a rua, Camila soltou um
suspiro trêmulo.
— Ela... ela tá viva ou morta? — sussurrou.
Elisa ainda olhava para a casa, a porta aberta como uma boca escura.
— Eu não sei…
As duas ficaram ali por um momento, absorvendo o que acabara de
acontecer, antes de se despedirem rapidamente e correrem para suas
casas.
Já era noite quando Elisa chegou em casa. A casa estava silenciosa,
os pais ainda não tinham voltado do trabalho. Ela trancou a porta e
foi direto para o quarto.
Ao abrir a porta, percebeu algo diferente.
Não sentia mais aquele medo paralisante. Não sentia mais
que precisava fugir. Algo dentro dela havia mudado.
Ela ficou parada no meio do quarto, respirou fundo e então chamou,
sem hesitar:
— Bruaquilda.
O silêncio engoliu o ambiente.
Então, o espaço escuro entre o roupeiro e a parede pareceu se
agitar. Algo emergiu dali, saindo devagar.
Bruaquilda estava de volta. Mas agora, sua forma era monstruosa. Seus olhos
eram dois buracos negros brilhantes, e seu corpo peludo parecia ainda mais grotesco.
As garras curtas e afiadas roçavam o chão de madeira.
Elisa sentiu uma raiva crescer dentro dela.
— Volte para o inferno de onde você saiu — disse, e surpreendeu-se
com a firmeza de sua própria voz.
Bruaquilda parou. Seus olhos faiscaram com algo que parecia dor. Então,
soltou um gemido horrível, algo entre um grito e um rosnado. Seu corpo
começou a se contorcer violentamente, como se algo estivesse rasgando-a por
dentro.
E então...
Fogo.
Chamas laranjas surgiram ao redor da criatura, consumindo sua pele peluda.
O fogo dançava, iluminando o quarto com sombras que pareciam rostos
gritando. Bruaquilda se retorceu mais uma vez, e então...
Colapsou.
No lugar da criatura, restava apenas a boneca de pano. Pequena, inofensiva...
Mas ainda em chamas.
Elisa ficou parada, olhando para Bruaquilda queimando no chão do quarto.
Dessa vez, ela não sentiu medo. Apenas alívio.
Mas, no fundo da mente, uma pergunta ainda a atormentava:
E se houvesse mais?
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