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Narrativa de aventura pronta:
VIAGEM ALUCINANTE

Se você está procurando por uma narrativa de aventura pronta que seja empolgante e já venha toda organizada para o uso, chegou ao lugar certo! O texto Viagem Alucinante foi preparado com muito carinho, formatado em PDF no padrão A4 e está prontinho para você imprimir. A história é daquelas que a gente começa a ler e não quer mais parar: acompanhamos o Mateus em uma sequência de eventos inesperados que transformam uma simples parada de ônibus em uma perseguição cheia de adrenalina, envolvendo motos, lanchas e até corredeiras perigosas.

Para os professores de redação e literatura, este material é um verdadeiro achado. Por ser uma história moderna, com diálogos ágeis e cenários que os jovens conseguem visualizar facilmente, ela se torna uma ferramenta incrível para trabalhar elementos como o clímax, o desfecho e a construção de personagens em sala de aula. O melhor de tudo é que, por ser uma leitura que flui naturalmente, os alunos se sentem super confortáveis e "dentro" da história, o que facilita muito na hora de propor atividades de interpretação ou de escrita criativa.

Mas o uso desse PDF vai muito além da escola! Se você é um jovem que adora registrar boas histórias, esse texto é uma inspiração e tanto para ser copiado com calma em um caderno de memórias ou em um diário pessoal. Aliás, para quem gosta de treinar a caligrafia, "Viagem Alucinante" é um exercício perfeito: as cenas de ação e as falas dos personagens ajudam a manter o ritmo da caneta, tornando o treino da letra cursiva muito mais divertido e menos cansativo. É só baixar, imprimir e se deixar levar por essa aventura inesquecível, seja para estudar ou apenas para curtir um bom momento offline com o seu papel e caneta favoritos!

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Mateus viajava sozinho, sentado perto da janela de um ônibus de viagem que cortava a estrada como uma flecha cansada. A mochila estava entre as pernas, os fones pendurados no pescoço, e a cabeça cheia de pensamentos soltos. Ele não tinha pressa, mas também não podia se dar ao luxo de perder aquele ônibus — era o último trecho até o destino final.

Depois de algumas horas, o motorista anunciou:

— Parada rápida no terminal da beira da estrada! Dez minutos! Banheiro, lanche, estiquem as pernas!

O ônibus parou rangendo. Mateus desceu junto com os outros passageiros, sentindo o cheiro de café requentado e pastel frito. Olhou o relógio. Dez minutos dava e sobrava.

— Banheiro primeiro, comida depois — murmurou.

Entrou no banheiro simples, de azulejos antigos. Fez o que precisava fazer, lavou as mãos, respirou fundo… e tentou abrir a porta.

Nada.

Tentou de novo.

— Não… não, não, não…

Girou a maçaneta, empurrou, puxou. Trancada. Do lado de fora.

— Ei! Tem alguém aí? — gritou.

Silêncio. O barulho distante de caminhões e vozes abafadas. O coração começou a acelerar.

— Só pode ser brincadeira…

Depois de alguns minutos de tentativa inútil, Mateus percebeu a pequena janela basculante no alto da parede. Subiu no vaso com cuidado, empurrou a janela com esforço e, depois de algumas manobras nada elegantes, conseguiu se espremer para fora, caindo no mato atrás do terminal. Ele se levantou, sujo e ofegante… e então ouviu o pior som possível.

O ronco do ônibus.

Mateus virou-se a tempo de ver o veículo se afastando, ganhando velocidade na estrada.

— EI! ESPERA! — saiu correndo, acenando os braços, a mochila quicando nas costas.

Correu o quanto pôde. Os pulmões queimavam. O ônibus, impassível, desapareceu numa curva. Mateus parou, dobrado, mãos nos joelhos.

— Não acredito… eu fiquei pra trás…

Olhou ao redor, desesperado. Terminal pequeno, estrada vazia… até que seus olhos encontraram uma cena inesperada: uma moça encostada numa moto, capacete no braço, observando tudo com curiosidade.

Mateus não pensou duas vezes. Correu até ela.

— Moça! Pelo amor de Deus, você viu aquele ônibus?

— Vi — respondeu ela, erguendo a sobrancelha. — Saiu agora há pouco.

— Eu preciso alcançar ele. É meu ônibus. Meu destino final é o mesmo. Você… você é mototaxista, né?

Ela olhou para a moto, depois para Mateus, avaliando a situação.

— Sou. Mas aquele ônibus anda rápido.

— Eu pago o que for. Só me leva atrás dele, por favor!

Ela hesitou.

— Não sei se essa moto tem potência pra isso tudo…

Mateus respirou fundo.

— Mesmo assim… tenta.

A moça colocou o capacete, subiu na moto e jogou outro para trás.

— Sobe logo. A gente tenta.

Mateus montou na garupa, segurando firme.

— Meu nome é Mateus, aliás.

— Depois você me conta — disse ela, ligando a moto. — Segura!

A moto arrancou. O vento bateu no rosto de Mateus enquanto a estrada passava rápido sob eles. Alguns minutos depois, ao longe, o ônibus surgiu como um fantasma branco.

— Ali! — gritou Mateus. — A gente tá vendo ele!

— Ótimo — disse ela. — Conheço um atalho.

Sem esperar resposta, virou à direita, entrando numa estrada de terra cercada de mato fechado.

— Você sabe mesmo o que está fazendo?! — Mateus perguntou, apreensivo.

— Relaxa — respondeu ela. — Cresci por aqui. Conheço essa região desde criança.

Mas, de repente, a moto começou a falhar.

— Não… não agora… — murmurou ela.

O motor tossiu e perdeu força.

— Combustível — explicou, tensa. — Tá quase seco.

A moto parou de vez.

Mateus sentiu o desespero voltar.

— E agora?

Ela apontou para o lado. Um rio largo corria paralelo à estrada.

— O posto mais próximo fica na direção do ônibus. Se a gente pegar o rio, chega mais rápido… mas só de lancha.

Eles correram até a margem. Ali estava uma lancha simples, e um senhor velho, de chapéu de palha, mexendo no motor.

— Seu Zeca! — chamou a moça. — Preciso da sua ajuda agora!

O velho ergueu o olhar.

— Que pressa é essa, menina?

— Situação urgente. A gente precisa ir rio abaixo, rápido.

O velho analisou Mateus, depois assentiu.

— Sobe. Não temos tempo.

Os três embarcaram. O motor da lancha rugiu e ela disparou pelo rio, cortando a água com velocidade. O vento, os respingos, tudo parecia fora de controle.

De repente, o velho levou a mão ao peito.

— Acho que… — murmurou, antes de desmaiar.

— Senhor?! — Mateus gritou, apavorado.

— Calma! — disse a moça. — Eu sei o básico de pilotar uma lancha. Segura ele!

Ela assumiu o controle. A lancha continuou, mas o rio começou a mudar. A corrente puxava com força. As águas ficaram agitadas.

— Você percebeu isso?! — Mateus gritou.

— Percebi… e não é bom.

A lancha começou a trepidar violentamente.

— Mateus… — disse ela, tensa. — Isso é uma corredeira!

A embarcação sacudiu, jogando água para todos os lados. Mateus se agarrou ao banco, o coração quase saindo pela boca. Segundos pareceram minutos… até que, de repente, o rio se acalmou.

Silêncio. Só o som da água.

O velho abriu os olhos.

— Ué… o que aconteceu?

— O senhor desmaiou! — disse Mateus.

O velho olhou em volta, reconhecendo o lugar.

— Vocês pegaram o atalho perigoso… mas chegaram rápido.

Pouco depois, encostaram a lancha. Mateus e a moça desembarcaram, exaustos. Subiram um morro íngreme, ofegantes, até que avistaram um terminal rodoviário.

E então…

O ônibus apareceu, entrando devagar na plataforma.

Mateus arregalou os olhos.

— Não… espera… esse é o meu destino final.

Eles se entreolharam, surpresos. Tinham chegado antes do ônibus.

Riram, aliviados.

— No fim das contas — disse ela — nem precisava do ônibus.

— Foi… foi uma bela aventura — respondeu Mateus. Eles ficaram em silêncio por um instante, finalmente com calma.

— A propósito — disse ela, estendendo a mão — eu me chamo Lívia.

Mateus apertou a mão dela, sorrindo.

— Mateus. Prazer… mesmo que atrasado.

E ali, no meio do terminal, os dois souberam que aquela história seria lembrada para sempre como a viagem mais improvável de suas vidas.

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E então...

Mateus despertou de repente. Estava deitado em sua cama, o teto conhecido acima de si, o quarto ainda mergulhado na luz suave da manhã. Demorou alguns segundos para perceber onde estava. Passou a mão no rosto, respirou fundo.

— Que viagem… — murmurou, ainda sentindo o vento, a estrada, o rio e a moto ecoarem na memória.

Tudo não passara de um sonho. Ainda assim, era um sonho tão vívido, tão intenso, que ele sentiu medo de esquecê-lo. Levantou-se num pulo, abriu o notebook sobre a escrivaninha e começou a digitar, antes mesmo de pensar em café. As palavras fluíam rápidas, como se a história ainda estivesse acontecendo dentro dele: o ônibus, o atraso, a moça da moto, a corrida contra o tempo… Lívia.

Minutos depois, satisfeito, salvou o arquivo. Sorriu. Fechou o notebook, pegou a mochila e saiu para o trabalho.

O ar da rua estava fresco. Mateus caminhou até o ponto de ônibus, distraído, ainda preso aos pensamentos do sonho. Quando dobrou a esquina, viu o ônibus que costumava pegar naquele horário exatamente como no sonho: parado no ponto, portas abertas. Acelerou o passo — tarde demais. As portas se fecharam, e o ônibus partiu.

— Droga… — disse, rindo de si mesmo.

Ainda tentou correr alguns metros, mas logo desistiu. Voltou ao ponto, agora vazio, e ficou ali, esperando o próximo.

Foi então que ouviu o som de um motor se aproximando.

Uma moto parou à sua frente. A moça desligou o motor, tirou o capacete devagar e o encarou com um leve sorriso. Ela era absurdamente parecida com a Lívia do sonho. Ou talvez fosse exatamente ela.

— Você perdeu o ônibus? — perguntou.

Mateus sentiu um arrepio percorrer-lhe a espinha. Por um instante, não soube se estava acordado… ou se a história ainda não tinha terminado.

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