Início » Texto de assombração curto: A CASA FANTASMA

Texto de assombração curto:
A CASA FANTASMA

Se você gosta de histórias curtas de assombração, prepare-se para adentrar o mistério da "Casa Fantasma". Neste conto arrepiante, uma casa abandonada esconde segredos sombrios que desafiam a lógica e a coragem daqueles que ousam explorá-la. O que começa como uma simples tentativa de desmentir lendas urbanas logo se transforma em um confronto assustador com o inexplicável.

Nesta edição especial, oferecemos a história também em formato PDF no tamanho A4, ideal para impressão e leitura em qualquer lugar. Assim, você pode mergulhar na atmosfera aterrorizante do casarão, sentindo cada sombra e cada sussurro como se estivesse dentro da história.

Agora, apague as luzes, respire fundo e embarque nessa narrativa onde o sobrenatural se faz presente de maneira inescapável. Você está pronto?

Link patrocinado:


No final da Rua do Silêncio, erguia-se um casarão antigo, de arquitetura imponente, mas decadente. Há anos, a casa permanecia vazia, incapaz de atrair moradores. A fama de ser mal-assombrada afastava qualquer inquilino. Diziam os vizinhos que, ao cair da noite, um vulto sombrio espreitava a rua pela janela do andar superior.

Cansada das histórias que prejudicavam os negócios, a imobiliária encarregada da propriedade decidiu resolver a questão. Enviou dois funcionários, Leandro e Clara, para passarem uma noite no casarão e registrarem qualquer evento incomum. A esperança era desmentir as lendas e, finalmente, conseguir alugar a casa.

Quando a dupla entrou na casa, um cheiro forte de mofo e madeira envelhecida os envolveu. Móveis antigos, cobertos de poeira, mantinham-se espalhados pelos cômodos, como se a qualquer momento os antigos moradores pudessem retornar. A noite transcorreu silenciosa, com apenas o rangido da madeira sob os passos dos dois e o eco de suas vozes nos corredores vazios.

Entretanto, ao subir para o andar superior, Clara sentiu um mal-estar estranho. Algo parecia puxá-la em direção à janela de onde, segundo os vizinhos, o vulto era avistado. Sem conseguir evitar, caminhou até lá e contemplou a rua escura. Foi quando sentiu um ar gelado em sua nuca e escutou um sussurro arrastado:

"Bela vista, não é?"

Seu coração congelou. Virou-se lentamente e viu um homem velho, de pele cadavérica e olhos opacos, escondido sob um capuz esfarrapado. Seu sorriso apodrecido se alargou, e, antes que Clara pudesse reagir, ele desapareceu como fumaça.

Sem conseguir gritar, Clara ficou paralisada. Leandro a encontrou ali, tremendo diante da janela, sussurrando sem parar: "Um homem velho... um homem velho..."

Antes que ele pudesse acalmá-la, uma batida forte soou no andar de baixo. Leandro sacou o celular para filmar e desceu com cautela, deixando Clara para trás. Quando ele alcançou o salão principal, todas as velas dos antigos lustres se acenderam de uma só vez, espalhando uma luz tremeluzente e sinistra pelo cômodo.

O som de passos arrastados ecoou pelo piso de madeira. Algo se aproximava, mas não havia ninguém ali.

De repente, um espelho na parede rachou de dentro para fora, revelando, por entre as fendas, o reflexo distorcido do homem velho. Ele riu, e sua mão ossuda saiu do espelho, esticando-se na direção de Leandro.

Clara desceu correndo, puxando Leandro pelo braço. Mas a casa não os deixaria sair facilmente. As portas do casarão se fecharam com estrondos, e a escadaria pareceu se alongar infinitamente sob seus pés. As sombras nas paredes tomaram formas grotescas e murmuravam lamentos incompreensíveis.

Foi quando Clara sentiu dedos gélidos roçando sua garganta. Uma voz rouca e cheia de escárnio sussurrou:

"Vocês não deviam estar aqui..."

Um vento gélido varreu o hall, derrubando móveis e lançando os dois contra a parede. Atônitos e desesperados, conseguiram, a muito custo, destravar a porta e sair correndo para a rua.

Do lado de fora, ao olharem para trás, a casa estava silenciosa e escura novamente. Mas, no andar superior, na janela, algo se movia.

O vulto do homem velho os observava, sorrindo.

DESBLOQUEIE O VOLUME COMPLETO!

Gostou desta história? Então você vai adorar o nosso volume exclusivo com narrativas selecionadas para o ambiente escolar.

Receba agora o PDF 5 Textos de Terror para Escola e surpreenda seus alunos!

5 Textos de Terror para Escola

Primeiro, resolva o Desafio de Humanidade!


Na manhã seguinte, Leandro e Clara relataram tudo à imobiliária. O gerente, pálido, decidiu tomar medidas drásticas. Contratou Ruan, um especialista em expulsar fantasmas, conhecido por lidar com eventos paranormais.

Ao anoitecer, Ruan chegou ao casarão acompanhado de Leandro e Clara. Ele carregava consigo uma mala repleta de equipamentos misteriosos. Clara levou-o diretamente ao quarto onde avistara o homem velho.

Ruan retirou do bolso um pequeno sino de prata e o tocou suavemente, murmurando palavras em uma língua desconhecida. O ar no quarto ficou denso, e uma sombra surgiu no canto. O vulto do homem velho apareceu, seu sorriso apodrecido ainda mais assustador.

As paredes tremeram, e portas se abriram sozinhas. Clara sentiu um arrepio e apontou para um canto do quarto, onde o piso parecia diferente. Ruan golpeou o chão com o cabo de uma lanterna, revelando uma alavanca oculta. Um compartimento secreto se abriu, revelando uma escadaria estreita e sombria.

Descendo com cuidado, os três encontraram um porão abafado. No centro, um caixão de madeira repousava dentro de um círculo vermelho, rodeado por dezenas de velas grossas, apagadas.

Ruan abriu o caixão, e lá dentro estava o esqueleto do homem velho, vestido com o mesmo capuz. O especialista arregalou os olhos e murmurou:

"Isso foi um ritual para a imortalidade..."

De repente, todas as velas se acenderam sozinhas, e o esqueleto começou a se recompor. Pele surgiu sobre os ossos, os olhos opacos recuperaram vida, e o homem velho ergueu-se do caixão.

Leandro, Clara e Ruan recuaram horrorizados enquanto ele os observava com um sorriso diabólico.

"Eu voltei..."

Sem esperar para ver o que aconteceria, os três correram escada acima e fugiram do casarão, ouvindo atrás de si uma gargalhada sombria ecoando na noite.

Link patrocinado:


Nos meses seguintes, moradores do bairro começaram a relatar avistamentos estranhos. Um homem encapuzado, de pele pálida e olhos opacos, era visto nas esquinas, em vielas escuras e sob a luz mortiça dos lampiões. Sempre sorrindo.

O bairro inteiro estava assombrado. Ruan, Clara e Leandro passaram a ser procurados pelos moradores, que exigiam uma solução. Algo precisava ser feito.

Ruan refletiu e chegou à única conclusão possível: a casa era a origem de tudo. Se o casarão fosse destruído, talvez o velho encapuzado fosse enviado para o além.

Na calada da noite, Ruan, Clara e Leandro voltaram ao casarão. Espalharam gasolina por cada canto e acenderam uma tocha. Assim que o fogo começou a consumir a madeira antiga, um grito sobrenatural ecoou. O vulto do homem velho surgiu no alto da escadaria, contorcendo-se de fúria, seu rosto se dissolvendo em sombras enquanto as chamas cresciam ao redor.

A casa inteira estalava e tremia, como se resistisse à destruição. Mas, em meio à fumaça e ao calor abrasador, o homem velho deu um último grito e desapareceu.

O casarão foi reduzido a cinzas. E com ele, o velho encapuzado.

Nunca mais houve relatos de aparições.

A Rua do Silêncio, finalmente, fez jus ao seu nome.

JÁ CONFERIU AS NOVIDADES DE HOJE DA SHOPEE?

Copyright 2017 - 000dlx.com.br