Este é um pequeno texto de aventura que acompanha Lucas em uma jornada
emocionante e repleta de perigos. O jovem, que costuma atravessar o rio de canoa para
ir à escola, acaba sendo levado por uma correnteza, enfrentando cachoeiras,
jacarés e outros desafios inesperados. Depois de um dia repleto de perigos,
decide voltar por um caminho de terra, apenas para descobrir que a floresta
também esconde ameaças aterrorizantes. No final, ninguém
acredita em suas histórias inacreditáveis, mas ele sabe que viveu
uma verdadeira aventura.
Para facilitar a leitura e impressão, há um arquivo em PDF
disponível no formato A4.
Lucas sempre atravessava o rio de canoa para ir à escola. Era um trajeto
simples, e ele já estava acostumado. Mas, naquela manhã, a correnteza
estava mais forte do que o normal. Quando ele se deu conta, a canoa começou a
ser puxada com uma velocidade assustadora.
Ele tentou remar contra a correnteza, mas era inútil. O rio o levava sem que pudesse
controlar a direção. Então, à sua frente, surgiu um som ensurdecedor:
a cachoeira! O coração de Lucas disparou. Ele segurou firme na borda da canoa,
fechou os olhos e, em um instante de puro terror, despencou junto com a água.
Milagrosamente, a canoa não virou e Lucas continuava dentro dela. O impacto foi forte, mas a
embarcação resistiu. Ele mal teve tempo de respirar quando percebeu que agora descia
o rio em uma parte ainda mais perigosa. Os grossos galhos das árvores que ficavam à
margem do rio e se projetavam por sobre as águas agora avançavam sobre o garoto, ameaçando
derrubá-lo. Ele abaixava a cabeça no último instante para não ser atingido
pelos galhos.
Ainda recuperando o fôlego, Lucas percebeu algo ainda pior: a água estava cheia de
jacarés! Suas bocas afiadas surgiam na superfície, os olhos atentos a qualquer
movimento. Ele tentou remar silenciosamente, mas a correnteza o levava direto para o meio dos
répteis. Um deles se aproximou demais, e Lucas, num reflexo rápido, usou o remo
para afastá-lo. O jacaré abriu a boca e tentou morder, mas a canoa passou a tempo.
O rio fez uma curva e a canoa foi parar em uma área cheia de rochedos. Lucas teve que se
equilibrar e remar com precisão para não ser jogado contra as pedras. Depois de
alguns minutos de puro desespero, conseguiu passar por entre elas sem naufragar.
Quando achou que tudo tinha acabado, ouviu um rugido. Olhou para a margem e viu um enorme jaguar
à espreita. O animal observava sua presa flutuando no rio. Lucas sabia que, se encostasse
na margem, seria um alvo fácil. Então, rezou para que a correnteza o levasse
rápido o suficiente para escapar do olhar faminto da fera.
E deu certo. O rio ficou mais calmo e, pouco tempo depois, Lucas reconheceu o pequeno
píer onde sempre deixava a canoa. Ele saltou para terra firme, com os braços
e pernas tremendo, mas inteiro. Pegou sua mochila molhada e correu para a escola.
Ao entrar na sala de aula, todos o olharam surpresos.
— Lucas! Você se atrasou! — disse a professora.
— Professora, eu quase morri! Minha canoa caiu numa cachoeira, fui cercado por
jacarés, escapei de um jaguar e quase fui esmagado contra as pedras!
A turma caiu na gargalhada.
— Ah, claro, Lucas. O próximo passo é dizer que lutou contra um
dragão? — brincou um colega.
— Mas é verdade! — insistiu ele.
— Que imaginação fértil! Agora sente-se e pegue seu caderno.
Vamos começar a aula.
Lucas suspirou. Ele estava vivo, mas ninguém acreditava em sua incrível
aventura. Pelo menos, sabia que jamais esqueceria aquele dia!
Link patrocinado:
Voltando para casa
Após as aulas, Lucas decidiu que não voltaria pelo rio de jeito nenhum. Pegaria o
caminho de terra, atravessando a floresta. Pensou que seria mais seguro, mas logo percebeu que
não seria tão fácil.
Enquanto caminhava pela trilha, ouviu um farfalhar nas folhas. Parou, atento. De repente, um
grupo de macacos começou a jogar frutas e galhos em sua direção. Ele
tentou se proteger com a mochila e correu o mais rápido que pôde para escapar do
ataque.
Mais adiante, encontrou uma ponte de madeira velha. Ele pisou cautelosamente, mas, no meio
do caminho, uma das tábuas quebrou. Lucas conseguiu se agarrar e, com muito
esforço, subiu de volta e atravessou o restante da ponte com o coração
disparado.
Então, veio o pior. O jaguar! O mesmo que ele havia visto no rio agora estava bem
à sua frente, no meio da trilha. O animal rosnava, pronto para atacar. Lucas, sem
pensar duas vezes, subiu correndo em uma árvore próxima. O jaguar
tentou alcançá-lo, mas depois de alguns minutos desistiu e desapareceu na
mata.
Com medo de descer, Lucas esperou um tempo até ter certeza de que a fera havia ido
embora. Quando finalmente voltou ao chão, correu sem parar até chegar em casa.
— Mãe! Você não vai acreditar no que aconteceu comigo hoje!
— disse ele, ofegante.
— O que foi agora, Lucas? Mais uma de suas histórias mirabolantes? — a
mãe respondeu, cruzando os braços.
— Não é história! Eu fui atacado por macacos, quase caí
de uma ponte e fui perseguido por um jaguar!
A mãe suspirou e balançou a cabeça.
— Lucas, você tem uma imaginação incrível. Agora
vá lavar as mãos que o almoço está pronto.
Ele bufou. Mais uma vez, ninguém acreditava nele. Mas, no fundo, sabia que tinha
vivido mais uma grande aventura. E, no dia seguinte, voltaria a enfrentar o caminho
para a escola — seja pelo rio ou pela floresta.
JÁ CONFERIU AS NOVIDADES DE HOJE DA SHOPEE?
Anúncio de afiliado Shopee.