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Textos para escrever no caderno:
SONHOS AGITADOS

Se você está em busca de textos interessantes para copiar no caderno, encontrou o lugar certo. Esta página reúne uma seleção de histórias curtas, baseadas em sonhos — situações curiosas, absurdas ou surpreendentes que nasceram da imaginação durante o sono. São textos leves, criativos e envolventes, escritos especialmente para serem utilizados como material de apoio em atividades de escrita à mão.

Todo o conteúdo pode ser lido diretamente na tela, mas também está disponível em versões em PDF no formato A4, prontas para baixar e imprimir. Assim, você pode usar da forma que for mais conveniente: distribuindo para uma turma, montando um caderno de treino ou organizando sua própria coletânea de textos para escrita manual.

Esses materiais são ideais para professores que desejam propor exercícios de cópia com qualidade, estudantes que buscam melhorar a caligrafia ou desenvolver concentração e atenção, e também para quem cultiva o hábito de escrever à mão como hobby — seja para relaxar, estimular a criatividade ou manter a mente ativa.

Escolha um texto, prepare seu caderno... e boa escrita!


Planeta dos Cachorros

Estava dirigindo calmamente por uma rua tranquila, quando, de repente, um cachorro surgiu no meio da via. Ele se posicionou bem na frente do carro e começou a latir furiosamente, rosnando e mostrando os dentes. Assustado, parei o carro imediatamente. O cachorro não arredava o pé. Seus olhos fixos em mim pareciam dizer: “Você não vai passar por aqui.”

Decidi dar a ré e voltar para o início da rua. Com cuidado, fiz uma manobra para entrar em outra rua e tentar escapar daquela situação. Mas o que me aguardava era ainda mais surreal: uma multidão de cachorros correndo na minha direção, todos latindo em coro, como se estivessem me esperando.

Alguns cães começaram a subir no carro. Eles latiam sem parar, babavam o para-brisa e arranhavam o vidro com as unhas das patas. Estava completamente cercado. Era como se os cachorros tivessem tomado conta da cidade. Continuei dirigindo lentamente, tentando não atropelar os que ocupavam a rua. Vários ainda estavam sobre o carro, pegando uma espécie de "carona canina".

Olhei para os lados, procurando uma saída. Foi então que notei algo inacreditável: havia cachorros em cima das casas e até nos prédios. Um latido ensurdecedor preenchia o ar. Era como se a cidade tivesse sido dominada por uma revolução dos cães.

Finalmente, cheguei ao fim da rua e dobrei a esquina. Mas a cena seguinte me deixou boquiaberto: cachorros dentro de ônibus — e pasme — um deles estava dirigindo!

Nesse instante, acordei assustado. Estava no meu quarto. Tudo não passava de um sonho maluco. Ainda atordoado, escutei latidos vindos da rua. Fui até a janela, e lá estavam alguns cachorros correndo atrás de um gato. Percebi, então, que aqueles latidos tinham invadido meu sono... e criado o sonho mais estranho que já tive.

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Em Busca da Bicicleta Perdida

Estava andando de bicicleta numa tarde qualquer, quando de repente senti o guidão puxando pro lado e ouvi aquele barulho característico: o pneu furou. Sem ter o que fazer, empurrei a bicicleta até a borracharia mais próxima. O borracheiro, com um sorriso tranquilo, disse que consertava por dez reais. O problema? Eu não tinha nenhum tostão no bolso.

Deixei a bicicleta lá e fui atrás dos tais dez reais. A primeira ideia que me veio à cabeça foi ir até a casa do meu tio. Ele topou me emprestar o dinheiro, mas com uma condição: eu precisava arrumar para ele um rádio de pilha. Segundo ele, tinha um jogo de futebol imperdível começando logo mais, e ele não podia perder a narração.

Pensei rápido: meu amigo coleciona coisas antigas, talvez ele tivesse um rádio desses. Fui até a casa dele e, para a minha sorte, ele tinha exatamente o que eu precisava — um rádio de pilha dos anos 80, ainda funcionando! Voltei correndo para entregar ao meu tio, que então me deu os tão sonhados dez reais.

Aliviado, voltei à borracharia. Mas quando cheguei lá, levei um susto: estava fechada. E o pior... minha bicicleta tinha sumido! Olhei em volta e nada do borracheiro. Saí correndo pela rua, desesperado. Dei a volta na quadra, torcendo para encontrar alguma pista. De repente, vi ele! O borracheiro estava montado na minha bicicleta, virando uma esquina e desaparecendo em seguida.

Acelerei os passos. Cheguei na esquina e o vi novamente, virando outra, como se estivesse me testando. Continuei correndo atrás, sem nem sentir o cansaço. Não era nem medo de ele roubar a bicicleta — até porque seria fácil achar o borracheiro depois — mas eu simplesmente não podia voltar pra casa sem ela. Meus pais fariam um verdadeiro interrogatório.

E foi aí, no meio da corrida, que acordei.

Então lembrei: a bicicleta estava lá no quintal, firme e forte, como sempre. Depois de rir sozinho, fiquei pensando no sonho. Tinha aventura, tensão, objetivos... daria um ótimo jogo!

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O Passeio do Cachorro Caramelo

Era uma tarde tranquila quando chamei meu cachorro caramelo para comer a ração. Mas, estranhamente, ele não apareceu. Fui até o quintal e percebi que o portão dos fundos da casa estava aberto. Na hora, deduzi que o cachorro havia escapado por ali. Atravessei o portão e fui parar na rua, mas não vi o caramelo em lugar nenhum.

Segui andando até ver uma menina sentada na calçada. Perguntei se ela tinha visto um cachorro caramelo. Ela respondeu que sim e apontou para a esquina, dizendo que ele tinha virado à direita. Corri até a esquina, olhei para todos os lados, mas nada do cachorro.

Vi então um senhor mais velho jogando o lixo fora e perguntei a ele se tinha visto um cachorro caramelo passando por ali. Ele também respondeu que sim e apontou para a próxima esquina, dizendo que o cachorro tinha virado à direita.

Segui a direção indicada e encontrei um garoto jogando bola sozinho, usando o muro da casa dele como gol. Perguntei sobre o cachorro, e ele disse que sim, que tinha visto um caramelo passar, e novamente apontou para a esquina à direita.

Já começando a achar tudo aquilo estranho, fui até essa nova esquina e dei de cara com uma rua deserta. Apenas duas senhoras estavam ali, sentadas em cadeiras na calçada, conversando. Perguntei a elas se tinham visto um cachorro caramelo. Ambas confirmaram e apontaram, mais uma vez, para a esquina — virando à direita.

Segui pela última esquina e percebi, surpreso, que tinha voltado para a rua dos fundos da minha própria casa. Dei a volta na quadra inteira! O portão ainda estava aberto. Entrei no quintal e, para minha surpresa (e indignação), lá estava o meu cachorro caramelo, comendo tranquilamente a ração que eu tinha deixado para ele.

Fiquei aliviado, mas também irritado. Disse umas verdades para o cachorro, reclamando da volta toda que tinha dado… quando, de repente, acordei. Eu tinha sonhado com tudo aquilo! E o mais engraçado foi que acordei no meio da fala, descobrindo que eu falava enquanto dormia.

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A Missão do Refrigerante

A música tocava alto, as risadas ecoavam pelos cômodos e a casa estava cheia de amigos da escola. Tudo corria bem na festa... até que alguém notou: acabou o refrigerante. Em poucos segundos, parecia que o mundo ia acabar. Todo mundo começou a clamar por refrigerante como se fosse oxigênio. "Refrigerante! Cadê o refrigerante?" — era só o que se ouvia.

De tanto insistirem, me levantei no meio da confusão e disse:

— Tá bom! Eu vou buscar o refrigerante, nem que seja a última coisa que eu faça!

Saí a pé pelo bairro, quase correndo. Estava determinado. Foi então que, numa rua deserta, encontrei uma figura familiar: o vigilante da escola. Ele estava vindo do bar, com o olhar meio perdido. Me contou que prometeu à esposa que voltaria cedo pra casa... e claramente não cumpriu. Disse que a mulher devia estar furiosa e que ele precisava de ajuda pra entrar sem fazer barulho.

— Me ajuda a pular o muro? — ele pediu, meio desesperado.

— Tá... vamos lá.

Chegamos na casa dele, e eu me abaixei. Ele subiu nos meus ombros com um esforço danado, e com muita luta conseguiu se agarrar no topo do muro e se jogou lá pra dentro. Missão cumprida.

Mas aí me veio o estalo: o refrigerante!

Olhei pro céu... já estava clareando. Corri até o posto de gasolina. Lá tinha uma daquelas máquinas de bebida. Enfiei a mão no bolso, e de algum lugar surgiu uma moeda — nem sei como. Coloquei na máquina e, do nada, ela cuspiu um fardo com dez latas de refrigerante.

Saí correndo de volta pra casa, o fardo nos braços, como um herói trazendo o prêmio da jornada. Quando cheguei... o sol já estava nascendo. A casa estava vazia. Todo mundo tinha ido embora. A festa tinha acabado.

Foi nesse momento que acordei. Estava no meu quarto, ainda de madrugada. Me levantei meio zonzo e fui até a cozinha.

Bebi um copo de água. Esse sonho me deu uma sede...

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A Culpa foi do Cachorro Molhado

A rua ainda estava molhada da chuva que tinha caído há pouco. O cheiro de terra úmida misturava-se ao som dos meus passos calmos sobre a calçada. O céu permanecia cinza, e algumas folhas grudadas no chão dançavam com a brisa leve.

Foi então que, do nada, um carro passou em disparada. As rodas cortaram uma grande poça, e a água foi lançada como um jato certeiro — direto sobre um cachorro que caminhava despreocupado. O bicho se sacudiu imediatamente, numa daquelas tremedeiras completas, de molhar tudo ao redor.

Acontece que, nesse “tudo ao redor”, estava uma moça. Ela levou um banho inesperado e soltou um grito alto, meio susto, meio raiva. Três homens que vinham logo atrás ouviram e, preocupados, correram até ela para ver o que tinha acontecido.

Como se fosse ensaiado, um carro da polícia passou bem nessa hora. Os dois policiais viram três homens cercando uma mulher e não pensaram duas vezes: frearam bruscamente, desceram do carro e vieram com firmeza, prontos para intervir.

Não demorou para que as pessoas começassem a se aproximar. Os celulares surgiram como varinhas mágicas: todos queriam registrar a cena. Em segundos, a calçada virou um palco. E como se o espetáculo estivesse só começando, um carro de reportagem surgiu, e dele saltaram jornalistas com câmeras e microfones, buscando a melhor imagem, a melhor história.

Do lado oposto, uma manifestação de mulheres se aproximava com cartazes, gritos e força. Elas também viram a cena e entenderam que era hora de agir. Defender a moça, questionar os homens, enfrentar os policiais — ninguém sabia exatamente o que estava acontecendo, mas o sentimento de urgência era coletivo.

Foi aí que eu acordei.

Fiquei deitado, olhando para o teto, tentando entender tudo o que tinha acontecido no sonho. E pensar que tudo começou com um cachorro molhado.

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Um Surto de Risadas

Estava na escola, sentado na minha carteira como em qualquer outro dia. A aula corria normalmente, até que um colega começou a rir. No início, foi só uma risadinha baixa, meio contida. Mas logo se transformou em uma gargalhada escandalosa, daquelas que fazem o corpo todo tremer. Não sabíamos o motivo daquilo, mas era impossível ignorar.

Em poucos segundos, como um efeito dominó, toda a sala estava rindo também. Eu mesmo comecei a rir, sem fazer a menor ideia do que estava acontecendo. Era como se a risada fosse contagiosa. No entanto, algo começou a parecer estranho. Quando olhei para os rostos dos meus colegas, percebi algo inquietante: os olhos estavam arregalados, os sorrisos pareciam forçados demais, quase insanos. Havia algo errado.

Levantei assustado e saí da sala. Achei que lá fora estaria tudo normal, mas não. Os corredores estavam tomados por alunos rindo descontroladamente. As risadas ecoavam pelas paredes, misturadas com o som de passos apressados e gritos de quem parecia já ter perdido o controle.

Sem pensar muito, comecei a correr pelos corredores. A cada passo, mais e mais alunos riam como se estivessem possuídos. O som era ensurdecedor. Cheguei ao portão e fui para a rua. Lá fora, a situação era ainda mais bizarra: adultos, jovens, crianças — todos gargalhavam como se o mundo fosse uma grande piada.

Foi então que reparei: o ar estava estranho, havia uma névoa fina e esbranquiçada flutuando por todo lado. Uma fumaça leve, quase imperceptível. Foi nesse momento que um sujeito usando uma máscara contra gases se aproximou de mim. Ele parecia o único são em meio àquele caos. Me olhou nos olhos e disse:

— Essa névoa... ela está causando isso. Está no ar. É ela que faz todos rirem.

Antes que eu pudesse reagir, acordei. Olhei ao redor e percebi que estava no meu quarto. Lá fora, pela janela aberta, ouvi a gargalhada de alguns moleques na calçada. Um deles contava piadas, e os outros se acabavam de rir. As risadas deles haviam invadido meu sonho.

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Procura-se uma Caneta Desesperadamente

Cheguei atrasado na escola. Entrei na sala tentando ser invisível, mas claro que a professora me viu na hora e me lançou aquele olhar fuzilante. Tomei uma bronca caprichada na frente de todo mundo, enquanto tentava não derreter de vergonha. Mesmo assim, ela, num ato de pura misericórdia, deixou que eu entrasse.

Todos os meus colegas já estavam sentados, concentrados, esperando a prova de Redação começar. Sentei no meu lugar, ainda ajeitando a mochila no colo, quando a professora anunciou o tema da redação. Foi aí que começou o pesadelo: comecei a procurar minha caneta... procurei no bolso, na mochila... nada. Sumiu!

Virei para o colega da direita e perguntei:

— Tem uma caneta sobrando?

— Não, foi mal! — respondeu ele, balançando a cabeça.

Virei para a esquerda:

— Caneta extra?

— Queria eu! — disse a menina, com um sorriso de pena.

Me estiquei pra frente:

— Alguma caneta sobrando?

— Nem lápis eu trouxe — confessou o da frente, encolhendo os ombros.

Virei pra trás:

— Tem caneta?

— Se eu tivesse, não tava suando frio aqui — respondeu o colega, já suando mesmo.

Sem opções, levantei a mão e pedi para a professora permissão para sair da sala e procurar uma caneta. A professora me olhou de novo com aquele olhar fuzilante, mas respirou fundo (contando até dez, eu acho) e disse:

— Vai. Mas rápido!

Saí correndo pelos corredores. No pátio, dei de cara com uma amiga de outro ano, aquela que sempre topava dividir o lanche no recreio. Perguntei:

— Você tem uma caneta sobrando?

Ela cruzou os braços e respondeu:

— Tenho. Mas só se você devolver o meu fone de ouvido que ficou com você semana passada!

Bati a mão na testa. Tinha mesmo ficado com o fone dela! Corri mais ainda para encontrar o zelador, que estava limpando uma sala vazia e — adivinha? — ouvindo música no celular com o fone dela!

— Moço, preciso do fone! — pedi, quase implorando.

Ele sorriu, tirou o fone dos ouvidos e me entregou. Saí voando de volta para o pátio, entreguei o fone para minha amiga, que finalmente tirou uma caneta do bolso como se fosse a última esperança da minha vida.

Com a caneta firme na mão, corri de volta para a sala de aula. Mas quando abri a porta... a sala estava vazia. Todos os colegas tinham ido embora. A prova de Redação já tinha acabado.

Fiquei ali parado, sem saber se chorava ou se ria da tragédia.

Foi aí que o celular tocou no criado-mudo. Acordei num pulo! Era o despertador. Levantei na maior pressa, tomei banho, café... e, antes de sair para a escola, conferi três vezes se a caneta estava mesmo na mochila.

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