Se você procura um refúgio para o fim do dia, chegou ao lugar certo. Este
conteúdo foi criado para ser confortável como uma cama de dormir, oferecendo
uma leitura suave que desacelera a mente e prepara o espírito para o descanso.
Este é um texto narrativo pronto pequeno, sem exageros ou complexidades,
feito para ser apreciado sem pressa. Ele combina com chá de camomila antes
de dormir e com o silêncio da noite.
Acesse o PDF e tenha uma excelente leitura.
Ricardo sempre gostou de dirigir à noite. Havia algo de hipnótico nas faixas
brancas da estrada desaparecendo sob os faróis do carro, enquanto o rádio
tocava baixo e o mundo parecia reduzido ao asfalto à sua frente.
Naquela noite, porém, algo quebrou a tranquilidade.
Ele seguia por uma rodovia quase deserta quando, por puro hábito, olhou pelo
retrovisor. A cerca de cem metros atrás, pairava sobre a estrada um
objeto estranho, acompanhando exatamente a velocidade do seu carro. No primeiro
instante, Ricardo pensou tratar-se de um avião pequeno voando baixo demais.
“Algum piloto imprudente”, murmurou.
Mas havia algo errado.
Ele abaixou o volume do rádio. Nada. Nenhum ruído de motor.
Nenhum som de hélice cortando o ar. Apenas o silêncio
absoluto da madrugada.
Ricardo olhou novamente, dessa vez com mais atenção. O objeto
não tinha asas. Não tinha cauda. Não piscava luzes de
navegação. Era perfeitamente circular. Um disco metálico,
liso, refletindo a luz da lua. Flutuava com uma estabilidade impossível,
como se deslizasse pelo ar.
Um disco voador.
Ricardo entrou em pânico. Ele pressionou o acelerador. O ponteiro do
velocímetro subiu, mas o objeto manteve a mesma distância,
implacável. As mãos suavam no volante. Ele tentou mudar
de faixa, depois reduziu bruscamente a velocidade. O disco também reduziu.
De repente, uma luz branca intensa surgiu na parte inferior do objeto e se
expandiu, iluminando todo o interior do carro. Ricardo gritou, fechando os
olhos enquanto sentia o veículo vibrar como se estivesse sendo puxado
para cima.
Ele despertou de sobressalto.
Estava deitado na própria cama, o quarto mergulhado na penumbra.
O coração ainda disparado, a respiração curta.
Levou alguns segundos para perceber o silêncio familiar do ventilador
girando no teto.
Passou a mão pelo rosto e soltou uma risada nervosa.
Um sonho.
Apenas um sonho.
Virou-se para o lado, tentando se acalmar. Foi então que,
antes de fechar os olhos novamente, notou uma claridade suave atravessando
a fresta da cortina. Uma luz branca, imóvel, que
parecia pulsar lá fora.
Ricardo engoliu em seco.
E ficou sem saber se realmente queria voltar a dormir.
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