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EXEMPLO DE CRÔNICA:
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O ônibus engasgava, cuspindo fumaça e ruídos metálicos que vibravam em meus tímpanos. A cada freada, um coro de reclamações e xingamentos ecoava pelo interior do veículo. Era como se a máquina, exausta, tentasse nos expulsar de suas entranhas. Mas nós, como formigas em uma fila interminável, nos agarramos aos assentos, impulsionados pela necessidade de chegar ao nosso destino. |
No desenvolvimento da crônica, pode-se descrever os elementos que compõem o ambiente e os personagens, e ao mesmo tempo analisá-los subjetivamente. No exemplo da viagem de ônibus, pode-se ponderar que a aglomeração de passageiros faz lembrar levemente do conceito de "gado humano"; e que o barulho atordoante do motor associado ao ajuntamento de pessoas faz pensar em como humanos e máquinas cooperam para a formação de uma sociedade industrial mesmo durante uma viagem ao local de trabalho.
Veja como fica o desenvolvimento:
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A temperatura dentro do ônibus era sufocante. Corpos suados se espremiam uns contra os outros, criando uma espécie de calor humano que se somava ao do motor. A sensação era a de estar dentro de uma panela de pressão, prestes a explodir. A cada parada, uma nova leva de passageiros se aglomerava na porta, como se estivessem sendo despejados de um funil. A multidão se assemelhava a um rebanho, cada indivíduo perdendo sua individualidade em prol do todo. A imagem daquela massa humana sendo conduzida por uma máquina me fez refletir sobre a nossa sociedade industrial. Somos como engrenagens de uma grande máquina, cada um com sua função, mas todos interligados e dependentes uns dos outros. O ônibus, nesse contexto, é apenas mais uma ferramenta que utilizamos para alcançar nossos objetivos, um meio de transporte que nos leva do ponto A ao ponto B. Mas, ao mesmo tempo em que a máquina nos facilita a vida, ela também nos aliena. A rotina frenética, a busca incessante por produtividade e a constante exposição a estímulos externos nos distanciam de nós mesmos e dos outros. Perdemos a noção do tempo, do espaço e da nossa própria humanidade. Dentro daquele ônibus abafado, a sensação de anonimato era quase completa. Cada um mergulhado em seus próprios pensamentos, em seus próprios problemas. A única conexão entre nós era a necessidade de chegar ao destino. Mas, mesmo assim, havia uma estranha solidariedade no ar, uma espécie de pacto tácito de resistência. |
E na conclusão, registra-se o desfecho do acontecimento, que inclui uma reflexão mais aprofundada sobre o todo. Veja a seguir:
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Ao descer do ônibus, senti-me exausto e um pouco desorientado. A rua, com sua algazarra e seu movimento frenético, me pareceu ainda mais caótica do que o interior do veículo. Mas, ao mesmo tempo, senti uma sensação de alívio por ter sobrevivido àquela jornada. Afinal, a vida é isso: uma sucessão de viagens, de idas e vindas, de encontros e despedidas. E nós, passageiros desse grande ônibus chamado vida, seguimos em frente, impulsionados por forças que muitas vezes desconhecemos. |
Veja como fica a história completa...
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Este é o primeiro exemplo completo de crônica desta página, intitulado A Máquina Humana,
que reúne todas as partes analisadas no tópico "Como fazer...".
O arquivo está em formato PDF, pronto para impressão em papel A4.
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A seguir você verá uma lista de exemplos deste tipo de produção literária, que ajudarão a assimilar com mais clareza suas características.
Os textos são disponibilizados em arquivos PDF, formatados para impressão em papel A4.
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A Glória dos Injustos
Nesta narrativa, o protagonista é estudante de um curso de Administração que se
queixa do parasitismo de seus colegas de equipe (pois ele faz tudo praticamente sozinho, enquanto
os colegas apenas fingem que participam do trabalho). Na hora de receber as notas, todos são
beneficiados igualmente, incluindo aqueles que não fizeram nada. Dentre os colegas está
uma moça que deseja ser a líder da equipe, mesmo que sua liderança se limite a
fazer avaliações puramente estéticas do trabalho.
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O Troco da Paciência
Aqui o protagonista é um atendente de estabelecimento que atua como correspondente bancário.
Num certo dia, um cliente entra no recinto para pagar uma conta de energia elétrica. O valor da
conta é de R$ 13,75 e o cliente quer pagar com uma cédula de R$ 20,00. O problema começa
quando o protagonista informa que não tem exatamente R$ 6,25 para dar de troco, e propõe que o
cliente acrescente R$ 3,75 para que possa dar R$ 10,00 de troco (pois só possui duas cédulas de R$ 5,00 na
gaveta).
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A Bolha das Futilidades
Neste exemplo, o protagonista está tentando escrever um livro sobre seus vinte anos de empresa.
Porém, seu colega de trabalho ao lado aparentemente está tentando sabotar este empreendimento,
distraindo-o com futilidades de celular.
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Debatendo com Fantasmas
Nesta crônica, o protagonista fala de um colega de trabalho que tem a mania de discordar de suas declarações,
antes que elas possam ser completamente ditas. Ou seja, o colega discorda de coisas que ele "acha" que o protagonista
iria dizer. É como se o colega estivesse o tempo todo debatendo com uma versão imaginária do protagonista,
sem que este mesmo não fale quase nada.
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